Automutilação é um comportamento no qual eu provoco um dano a uma parte do meu corpo, sem a intenção de tirar minha vida.
Um jovem que pratica
mutilação sente dor emocional, angústia, dor no peito e dor na alma. A dor e a
angústia varia de acordo com a pessoa, a mutilação alivia a dor emocional.
Essa angústia
não é comum, não é algo como eu tirei uma nota baixa ou alguns conflitos
sociais e familiares. Pode até ter um fator que desencadeia o início desse
processo, de sentir aquela angústia tão profunda naquele dia, naquela hora.
Mas, quando o paciente é observado na clínica, um psicólogo ou um psiquiatra
entende que existem conflitos dentro da família.
A necessidade de
conversar com os jovens sobre as dores que eles sentem e de começar a prevenção
em casa começa na pré-adolescência, entre 12 e 13 anos. É urgente que pais,
educadores e cuidadores ensinem os jovens a lidarem com frustrações e conflitos
sem se machucar. É importante para que se possa encarar os desafios do dia a
dia.
Os jovens
relatam um vazio existencial e apresentam o comportamento de desesperança. Os
pais ou responsáveis devem avaliar como está o seu filho? Como ele se sente na
vida? Como está se sentindo? O que que
ele pensa? Que visão de mundo ele tem? Quais são os valores que nós, como pais,
responsáveis, professores e educadores estamos passando?
O que podemos
fazer para que as crianças desenvolvam habilidades emocionais para lidar com as
dificuldades do mundo, já que não é
impossível poupá-las dos problemas e dores?
Uma opção pode
ser trabalhar com elas em casa e na escola para que desenvolvam resiliência e
habilidades sociais e emocionais para lidar com perdas, com frustrações, para
aprender a resolver conflitos sem se machucar. Tudo isso é importante para que
a gente possa encarar os desafios do mundo.
Cidinha Pascoaloto – Psicóloga
CRP 06/158174
Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) com foco no Luto,
Depressão e Ansiedade Atendimento presencial e online, contato: (18) 9 9725-6418



























