Nos dias 11 e 12 de janeiro, estabelecimentos
prisionais subordinados à Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste
do Estado (Croeste) registraram tentativas frustradas de inserção de objetos
ilícitos nos presídios e que foram barrados durante os procedimentos de
revista. Os envolvidos flagrados são excluídos do rol de visitas e levados à
Delegacia de Polícia Civil mais próxima, sem prejuízo de responderem na esfera
criminal. Também é instaurado Procedimento Disciplinar para apurar a
cumplicidade dos presos que receberiam os materiais podendo, ainda, ser
instaurados Procedimentos de Apuração Preliminar para constatar supostas
responsabilidades funcionais.
Na penitenciária de Lucélia, a mãe de um
sentenciado foi surpreendida durante o procedimento de revista no último
domingo ao tentar introduzir ao interior da unidade prisional um aparelho de
telefonia celular, o qual estava oculto no absorvente que utilizava dentro de
sua peça íntima (calcinha). Após o flagrante, a visitante e o material apreendido
foram encaminhados à Delegacia de Polícia local, e o sentenciado conduzido ao
pavilhão disciplinar.
Já no presídio de Pacaembu, a visitante
tentava levar para o companheiro sentenciado quatro invólucros contendo erva
esverdeada, supostamente maconha. A apreensão ocorreu durante procedimento de
revista, através de scanner corporal, que acusou a presença do material ilícito
escondido na barra da calça que ela usava. A Polícia Militar foi acionada e a
visitante acabou sendo conduzida para a Delegacia de Polícia local, para as
providências de praxe. Igualmente, foi instaurado Procedimento Disciplinar a
fim de apurar eventual cumplicidade por parte do sentenciado que seria
visitado, o qual se encontra isolado preventivamente em pavilhão disciplinar,
bem como, autuado Expediente Avulso visando a suspensão da visitante.
Foram registradas duas apreensões na
penitenciária masculina de Tupi Paulista. A primeira ocorreu durante a revista
dos pertences da irmã de um sentenciado. Foi localizado um aparelho de
telefonia celular, o qual a visitante em questão afirmou dele não ser
proprietária. Durante análise das imagens constantes no aparelho foi verificado
que possivelmente pertenceria à mulher cadastrada como companheira do
sentenciado, que confirmou a propriedade do aparelho, declarando o possível
envolvimento de uma terceira visitante. A Polícia Civil foi acionada e as
visitantes acabaram sendo encaminhadas à Delegacia local para as devidas
providências e averiguações.
Durante outro procedimento de revista
dos pertences e alimentos levados pelo pai de um preso foi localizada uma
cédula de R$ 5,00, sendo o visitante devidamente comunicado e as medidas
cabíveis adotadas.
Houve ocorrências ainda nas
penitenciárias de Lavínia (II e III), Mirandópolis (I e II), Assis, Presidente
Bernardes, Andradina, Valparaíso e Presidente Venceslau.