A Polícia
Civil, através da DIG/DISE/GOE de Dracena, prendeu nesta terça-feira, a
desempregada F.A.P., de 31 anos, moradora de Junqueirópolis, acusada de integrar
uma associação criminosa que introduzia aparelhos de telefones celulares em
penitenciárias da região.
A
investigação foi realizada em conjunto com a DISE de Itapeva/SP, sendo que
havia informações de que a acusada além de embalar celulares em sua residência,
também se prestava ao tráfico ilícito de entorpecentes.
A ação
ocorreu durante cumprimento de um mandado de prisão temporária por 30 dias e de
busca e apreensão, ambos expedidos pela Justiça de Itapeva, na residência da
acusada localizada em Junqueirópolis.
Durante os
trabalhos, policiais civis verificaram que no interior da residência da acusada
havia uma pia na área de serviço destinada exclusivamente para embalo de aparelhos
de telefone celular.
No local e
em outros cômodos do imóvel havia vários aparelhos de telefone celulares,
alguns já desmontados, além de 15 invólucros em formatos diversos, todos
embalados com durepox e fita adesiva, os quais continham aparelhos e peças de celular.
Além
disso, foi localizada uma anotação acerca de como era para ser feita a
embalagem e qual material a ser utilizado, visando com isso ludibriar aparelhos
de raio-x e detectores de metais existentes em unidades prisionais.
Também foi
encontrado farto material utilizado no embalo dos aparelhos, além de várias
caixas de correspondências (Sedex), o que levou a investigação a acreditar que
os celulares eram enviados de diversas localidades do estado para a casa da
acusada, a qual era encarregada de embalá-los de forma a ludibriar o sistema
penitenciário, e, por ocasião das visitas semanais os aparelhos eram entregues
a visitantes de presos. As visitantes introduziam os celulares nos órgãos
genitais.
Os
policiais civis ainda apreenderam farto material relacionado a uma
contabilidade, tais como anotações de contas, dívidas, depósitos e transferências
bancárias, as quais eram lançadas mensalmente e que, ao que tudo indica,
envolve uma organização criminosa, fato este que será objeto de apuração
durante a tramitação do inquérito policial.
Ficou
ainda esclarecido que o companheiro da acusada cumpria pena por roubo em uma penitenciária
na região oeste.
A acusada
foi autuada pelo crime de associação criminosa, que prevê pena de um a três
anos de reclusão e pelo delito de introdução de aparelho de telefone celular em
unidades prisionais, combinando com pena de três meses a um ano de detenção.