O Brasil realmente é um país de
contradições. Nesta sexta feira, Alexandre Fernandes, conhecido atleta
paralímpico dracenense e medalhista parapanamericano em Guadalajara/México
em 2011, recebeu do Comitê Paralímpico Brasileiro um ligação para que assinasse
a ficha de cadastramento e inscrição para os Jogos Parapanamericanos do Canadá,
que deverá acontecer de 7 a 15 de agosto na cidade de Toronto.
O
que realmente chama a atenção é o fato de que o para nadador não vem disputando
o circuito brasileiro desde o ano passado, ou seja, não mais se encontra no
nível que atingiu no auge de sua carreira e, portanto, não está entre os
melhores do mundo, mas os seus tempos anteriores continuam entre os melhores
das Américas.
Esta
situação coloca em evidência também o fato de que neste país, tudo
funciona ao contrário, pois o medalhista de Guadalajara em 2011 deveria
ter recebido apoio incondicional para continuar seus treinamentos, visando uma
medalha de prata ou ouro, tanto do CPB como da municipalidade. Alexandre hoje e
um bancário, porque as opções que se abriam mesmo com o recebimento a época do
bolsa-atleta seria insuficiente para se manter apenas treinando, como um
verdadeiro atleta de alto nível faz. Agora, dinheiro para construção das
instalações recebem aditivos a toda hora, e com certeza vai se repetir as cenas
da Copa do Mundo, ou seja; instalações sendo entregues sem estar completas
juntamente com o chamado legado que mais uma vez fica para trás, mas mesmo
assim o dinheiro é recebido pelas empreiteiras.
Este
episódio retrata bem a dificuldade dos talentos brasileiros que são
desperdiçados a todo momento, e no caso não é somente nos paralímpicos, mas de
maneira geral. Os governantes quando em campanha dizem que seus projetos serão
diferentes dos demais, mas há mais de 30 anos nesta área, vi pouca coisa mudar
em todos os ambitos, seja municipal, estadual e federal.
Triste realidade de um país que almeja ser
uma potência esportiva, se nem o básico é oferecido. Com informações do técnico
Júlio César Monteiro.